Estamos no Substack
Se você chegou até aqui, provavelmente já conhece a Efusiva de algum lugar: Instagram, Facebook, Bandcamp, um show, uma festinha ou babado, uma indicação de amigo ou alguma das bandas que passaram pelo selo. Mas talvez você não saiba que, nos últimos tempos, a gente começou a pensar bastante sobre onde estamos construindo nossa comunidade, e quem realmente tem o controle sobre esses espaços.
A música independente sempre falou muito sobre autonomia. Fazer as coisas do nosso jeito, lançar nossos próprios discos, organizar nossos shows, criar nossas próprias redes, ocupar espaços que muitas vezes não foram feitos para a gente.
Só que, sem perceber, fomos concentrando uma parte enorme da nossa comunicação dentro das plataformas das big techs. É prático. É onde todo mundo está. É onde conseguimos encontrar pessoas e fazer nosso trabalho circular. Mas existe um problema: a gente não controla esses espaços.
Um perfil pode desaparecer. O alcance pode cair. Uma mudança de algoritmo pode fazer com que aquilo que levamos semanas para criar simplesmente não chegue a ninguém. E, no fim das contas, uma comunidade inteira pode ficar reduzida a uma lista de seguidores à qual a gente não tem acesso de verdade. A gente sentiu isso na pele recentemente. A Trash No Star, banda que faz parte da história da Efusiva desde o começo, teve suas contas nas redes sociais removidas.
De uma hora para outra, um espaço que levou anos para ser construído deixou de existir. Ali estavam registros de shows, lançamentos, fotos, vídeos, conversas, contatos e, principalmente, uma comunidade construída ao longo de muitos anos. E o mais estranho é perceber que tudo isso pode desaparecer sem que a gente tenha, de fato, qualquer controle sobre o que aconteceu.

A experiência nos acendeu um alerta. E, em vez de simplesmente reclamar, resolvemos usar a experiência como um empurrão para fazer uma coisa que já queríamos fazer há algum tempo: expandir nossa comunicação. Não queremos abandonar as redes sociais. Elas continuam sendo importantes para a gente. Mas queremos que elas sejam uma porta de entrada, e não a nossa única casa.
Por isso estamos começando esta newsletter - O ZINE EFUSIVA. Queremos construir uma relação mais direta com quem acompanha a Efusiva. Ter um espaço para falar com calma, compartilhar coisas que talvez não caibam em um post, apresentar músicas e artistas, contar histórias, dividir descobertas, anunciar shows e lançamentos, e também conversar sobre a própria cena independente da qual fazemos parte.
Sem depender de algoritmo para decidir quem vai receber a mensagem, sem precisar transformar tudo em conteúdo de 15 segundos & sem a obrigação de estar o tempo inteiro correndo atrás de visualizações. A ideia é criar outros caminhos para continuarmos.
Porque independência, para a gente, também significa não colocar todas as nossas possibilidades nas mãos de uma única plataforma.
Então, se você está aqui, fica.
A gente está abrindo mais uma porta, e espera encontrar você do outro lado.
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